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Processo de Bolonha

 

O paradigma de Bolonha 

De todas as alterações propostas no chamado «processo de Bolonha», a que se julga mais relevante no futuro será a mudança do paradigma que informa o sistema de aprendizagem no ensino superior. Reconhecendo que a maior parte das metodologias usadas continua a acentuar o ensino unidireccional, valorizando a memorização e repetição e não dando muita margem para o trabalho individual e criativo do aluno, a Declaração de Bolonha quis dar ênfase a uma outra postura, valorizando precisamente o trabalho do aluno e incentivando-o a usar o seu tempo de preparação em tarefas significativas que lhe permitam alcançar os resultados esperados pela sua aprendizagem. Isto não significa menos trabalho para docentes e alunos; pelo contrário, é-lhes pedido um esforço de planificação e antecipação de resultados importante. Ao mesmo tempo, a inovação acentua a vertente pedagógica, tantas vezes subestimada no ensino superior, o que implica um domínio de técnicas raramente experimentadas antes, mas que é necessário, agora, implementar e generalizar. Neste sentido, os princípios que se divulgam procuram sintetizar as linhas de força do novo paradigma.

 

Um conceito novo de curso 

Um curso superior é considerado como um conjunto coerente de unidades curriculares (coerência essa para com as áreas científicas de onde provêm e entre elas próprias). O conceito de unidade curricular é de algum modo equivalente ao conceito de disciplina, embora seja possível aproximá-lo mais do conceito de módulo (em sistemas que usem a modularização). A dimensão das unidades curriculares não deve ser nem excessiva nem demasiado pequena. Em princípio, considera-se como aceitável que o estudante deva cumprir anualmente, no máximo, 12 unidades curriculares (entre unidades básicas e complementares).

 

Os créditos ECTS (European Credit Transfer and accumulation System)

Os créditos ECTS são um valor numérico (entre 1 e 60) atribuído às unidades curriculares que expressam a carga de trabalho requerida ao estudante para que as complete. Reflectem a quantidade de trabalho que cada unidade curricular exige em relação à quantidade de trabalho necessária para completar um ano de estudos completo na instituição, isto é, aulas, trabalhos práticos, seminários, tutoriais, trabalho de campo, estudo pessoal – na biblioteca ou em casa – e exames ou outras actividades de avaliação. Os créditos são, assim, baseados na carga completa de trabalho do estudante e não se limitam apenas às horas de contacto.
O docente, ao planear as suas unidades curriculares, tem de ter uma ideia clara do tipo de trabalho que vai ser exigido ao estudante de acordo com as modalidades possíveis:

  1. Horas de contacto com o docente:
    1. Actividades colectivas (aulas);
    2. Actividades em laboratório, projecto ou trabalho de campo;
    3. Apoio tutorial;
  2. Horas de trabalho independente:
    1. Estudo individual;
    2. Trabalho de grupo;
    3. Projecto;
  3. Horas de avaliação.

 

Relatório de Concretização do Processo de Bolonha